Escola Municipal de Educação Infantil "PROFª IVONNE DOS SANTOS DIAS" Bragança Paulista - SP
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Critérios para o atendimento em creches!

Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças

Nossa escola está sempre se renovando e buscando atingir, concreta e objetivamente, um patamar mínimo de qualidade que respeite a dignidade e os direitos básicos das crianças. Buscamos sempre usar de uma linguagem direta e fundamentada, visando um atendimento que garanta o bem estar e o desenvolvimento das crianças.

Além de atendermos crianças entre O e 5 anos de idade em turmas de meio período, temos também um número grande de crianças entre 0 e 3 anos que conosco estudam em tempo integral. A modalidade creche, as­sim, caracteriza-se aqui, pela presença de crianças menores de 4 anos e pelas longas horas que permanecem diariamente na escola.

Sendo assim, após sistemáticos estudos em HTPs (horário de trabalho pedagógico) nos últimos 2 anos, pudemos trazer à nossa prática contribuições importantes para o entendimento do significado das interações e das vivências da criança pequena e o papel que isso desempenha em seu desenvolvimento psicológico, físico, social e cultural.

Firmamos então propostas de compromisso que foram assumidas e traduzidas em práticas que respeitam nossas crianças.

Todo o trabalho da escola procura sempre responder a perguntas básicas sobre os direitos das crianças. Veja um exemplo disso no dia-dia das salas de aula das professoras Michelle e Lia, das turmas de infantil II e III respectivamente:

ESTA ESCOLA RESPEITA A CRIANÇA?

  • Nossas crianças têm direito à brincadeira?

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  • Nossas crianças têm direito à atenção individual?

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  • Nossas crianças têm direito a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante?

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  • Nossas crianças têm direito ao contato com a natureza?

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  • Nossas crianças têm direito a uma alimentação sadia a higiene e à saúde?

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  • Nossas crianças têm direito a desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão?

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  • Nossas crianças têm direito ao movimento em espaços amplos?

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  • Nossas crianças têm direito à proteção, afeto e à amizade?

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  • Nossas crianças têm direito a expressar seus sentimentos?

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  • Nossas crianças têm direito a uma especial atenção durante seu período de adaptação à creche?

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E a sua escola? Respeita os direitos das crianças?

Até a próxima!!!

  • Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças – Ministério da educação e desporto- Secretaria da educação fundamental. Organizado por Fúlvia Rosemberg e Maria Malta Campos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dias da Mães?????

Não podemos deixar de colocar nossa posição diante à algumas práticas que vemos ser valorizadas em algumas escolas. Respeitamos todas as opiniões e cada educador tem o direito de conduzir sua prática pedagógica como lhe convém, porém como educadores, formadores de opinião que somos, temos a responsabilidade político-social de refletirmos sobre algumas imposições desta sociedade consumista.

"[...] Muitas escolas tambem estão permanentemente querendo agradar aos pais e entram nesse "barco" da sociedade de consumo: é preciso comemorar o dia do amigo, da família, das avós, das mães, dos pais, do coelho e do papai noel... É claro que manter tradições culturais, cívicas e/ou religiosas é algo fundamental para as crianças pequenas e precisa constar no currículo, mas o importante é a construção do sentido (real ou imaginário) dessas práticas e não apenas a comemoração. Portanto, menos datas, mais significação. É possível afirmar que, para o desenvolvimento de um projeto, o que se faz é uma opção pelo aprofundamento dos conhecimentos e não pela extenção dos mesmos[...].
(BARBOSA & HORN, 2008, p.40)


segunda-feira, 22 de março de 2010

Onde estão os tatus-bola?


Tatus-bola deveriam ser elevados à categoria científica infantil
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-Por Renata Meirelles-
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Ali escondidinhos, descansando, por debaixo de um amontoado de tijolos arruinados, de potinhos e latas que servem de ninho para as flores, ficam eles criando famílias inteiras de serzinhos que viram bolinhas quando ameaçados.


Estar em evidência não é bem sua característica predileta, portanto, se deseja visitá-los, largue-se ajoelhado no chão e comece a cutucar cantinhos úmidos. Surpresas terá ao encontrar também uma infinidade de outras naturezas vivas. Sem contar que a família dos tatus-bola tem uma variedade de espécies suficiente para criar enredos magníficos quando nas mãos de crianças. Existem os mais escuros e gordinhos, que enrolam direitinho, os mais chatos e “pernudos”, que não enrolam tão bem, e os de maior tamanho, que mais parecem besouros. Caminham levemente pelas mãozinhas das crianças, sem perigos iminentes, não pertencem à categoria dos nojentos, não exalam cheiros nem gosmas, e ainda levam a grande vantagem de poderem, rapidamente, se transformar de seres caminhantes em seres rolantes. Uma maravilha para quem está buscando explorar o chão que pisa, descobrir os pequenos mistérios da vida e experimentar uma rica oportunidade de conhecer a si mesmo por meio do brincar.

Material pedagógico



Com todo esse potencial, os tatus-bola deveriam ser elevados à categoria científica infantil e receber local de destaque em qualquer espaço que se diga educativo. Deveriam fazer parte do material pedagógico de cada escola, dos currículos e planejamentos da educação infantil, com a seguinte regra: toda escola deve possuir uma quantidade mínima de tatus-bola por aluno. Talvez assim nós nos preocupássemos em aproximar a criança da sua natureza.

Eles representam uma gama de outros seres que têm a mesma função exploratória na infância: os grilos, gafanhotos, vaga-lumes, minhocas, joaninhas, caramujos, formigas, lagartixas, cigarras, mutucas, louva-deuses, besouros, abelhas, aranhas e
tantas outras matérias-primas para a brincadeira e o devaneio infantil.


Mas, infelizmente, não é bem isso que a gestão das escolas – que poderiam ser grandes propulsores – tem priorizado. Hoje, conhecer é opinar, criticar, discutir. E escola é celeiro do saber, do conhecer. Tatus-bola não são temas das discussões
do mundo adulto, portanto fechamos as portas das escolas para eles: “Aqui tatu-bola não entra”. E, como eles, outros interesses e necessidades de natureza infantil ficam de fora.

Estamos criando cidadãos conscientes da importância da preservação do meio ambiente, formamos alunos capazes de descrever todos os efeitos da diminuição da camada de ozônio e de listar os perigos da extinção de espécies como as baleias e o mico-leão-dourado, que sabem reciclar o lixo e economizar a água... Informação não lhes falta, mas e a experiência?


Muito cuidado, pois “quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar: divinare”.

Espécie infância

Nessa mania ecológica que vivemos, tentamos preservar tudo menos a infância. Estamos criando reservas ecológicas de preservação de espécies, mas, ao mesmo tempo, oferecemos mais asfalto, cimento e prédios para as nossas crianças. Trocamos as sacolinhas plásticas dos supermercados por sacolas de pano, mas, ao mesmo tempo, distribuímos uma infinidade de brinquedos barulhentos e não recicláveis aos meninos.

Não temos tempo para cutucar a terra com nossas crianças.

A espécie infância corre risco de extinção e, ainda assim, sabemos mais sobre as baleias do que sobre tatus-bola do nosso próprio quintal.

Tem muita gente por aí proibindo criança de usar uma folha de árvore para fazer um brinquedo, de arrancar uma flor e criar algo belo, com o tal discurso comprado do “ecologicamente errado”.

“Menino, fique longe das plantas e dos bichinhos, você está machucando eles!”, soa ao longe a voz do tal ecológico.


O tal ecológico

Tenho mais pena desse tal ecológico que do menino. Afinal, a criançada tem seus meios de chegar na flor, no vaga-lume e nas árvores, mas o ecológico não. Ficou amarrado na cadeira, pensando no que é a natureza.

Convido, então, os tatus-bola a entrarem pela porta da frente e peço que nos ajudem a distinguir bem a diferença entre caminhar e enrolar.

Será que estamos caminhando ou enrolando?

Infantil III - B

Prô Elaine

fonte: Brincar -Um Baú de Possibilidades

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O início do ano letivo e a adaptação das crianças pequenas.
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Por Rosa Maria de Freitas Rogerio
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Quando a sociedade acolhe as diferenças de seus membros, ela pode acompanhar a família, respeitar-lhe o olhar, deixá-la trazer suas necessidades, opiniões e aspirações e considerá-la uma especialista em seu filho.

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Zilma Ramos de Oliveira

O início do ano letivo na instituição de Educação Infantil traz uma grande preocupação para os profissionais da educação: a adaptação das crianças à rotina da escola. Além da adaptação das crianças ao ambiente da escola, a família e os professores também passam por um processo de adaptação.
Quando a criança chega à instituição educativa, ela precisa ser recebida com muito carinho e respeito para que possa se sentir seguro e acolhido e para que possa ter todas suas necessidades atendidas. Garantir que todos vivenciem um processo de adaptação tranquilo e confortável é tarefa dos profissionais de educação.
A criança que vai frequentar a escola precisa encontrar um ambiente que assegure a satisfação de suas necessidades físicas, lhe ofereça suporte emocional e contribua para a formação da sua identidade. Para que isso aconteça de forma natural é fundamental que a instituição educativa estabeleça uma parceria com a família porque pais e professores vão compartilhar a ação educativa.


O contexto da família e o contexto da escola são diferentes por natureza, por isso a escola precisa promover encontros com os pais/responsáveis das crianças que vai acolher, para que possam trocar informações sobre os ideais de educação de cada parte interessada nesse processo. Para trabalhar de modo produtivo no estabelecimento de uma aproximação com as famílias, os professores de creches e pré-escolas devem considerar que a família nuclear típica da cultura burguesa não é, hoje, a única referência existente (OLIVEIRA, 2007, p. 176). Conhecer o contexto familiar e social de cada criança, antes de acolhê-la na instituição educativa, ajuda no planejamento de atividades para o período de adaptação pois a criança
por pequena que seja [...] já viveu, em sua família, um conjunto de experiências transcendentes a si. Os professores e as professoras necessitam saber como é essa criança, quais os seus ritmos, que pautas de relação está estabelecendo e com que pessoas, o que lhe agrada e o que não lhe agrada, etc. (BASSEDAS, HUGUET & SOLÉ, 1999, P. 285).


Sabendo dessa realidade subjetiva, o professor precisa elaborar estratégias de acolhimento que levem em conta as características particulares de cada um e o contexto do grupo de crianças que irá frequentar a sua sala de aula. Não será apenas uma criança que estará ingressando na instituição educativa, haverá outros novatos e o professor vai lidar com as necessidades de todas as crianças. Como o professor pode promover uma adaptação tranquila para estas crianças que sob sua responsabilidade?
O primeiro passo é conhecer o histórico familiar da criança. Para isso é importante que a instituição de Educação Infantil realize entrevistas com os pais/responsáveis para saber sobre a vida da criança até o momento de entrada na escola e, dessa forma, se preparar para lidar com o apego da criança em relação a sua família.
O sofrimento da separação pode ser evitado ou diminuído quando a instituição educativa se prepara para receber de forma acolhedora as crianças que nunca estiveram por tanto tempo longe do seu ambiente familiar, e quando essa instituição consegue tranquilizar os pais/responsáveis em relação à ansiedade e à insegurança de deixar o filho neste novo ambiente.


Algumas iniciativas podem garantir tranquilidade e naturalidade ao processo de adaptação da criança ao ambiente escolar. Os professores podem:
- possibilitar que a criança traga alguns objetos familiares de casa: seu travesseiro, algum brinquedo, paninho, etc;

- inserir a criança em atividades interessantes, estimulá-la a manipular objetos, senti-los, significá-los, a observar os companheiros e a interagir com eles;

- organizar o ambiente (com objetos e locais mais livres para locomoção), para facilitar que o bebê ou a criança pequena brinque com outras crianças sem perder de vista o professor;

- relatar diariamente para a família alguma situação da qual a criança participou com mais interesse, a fim de tranquilizar os familiares (SÃO PAULO, 2007, p. 31).


Para além dessas iniciativas, a instituição de Educação Infantil precisa disponibilizar outros funcionários para auxiliar o professor na tarefa de adaptação dos pequenos ao ambiente escolar. O professor responsável por dez , quinze ou até vinte crianças não consegue lidar sozinho, nesse momento inicial, com as necessidades de todas elas e precisa de ajuda. Essa ajuda pode vir em relação aos momentos de alimentação, de troca de roupas ou banho e de preparo para o descanso.
Os professores que recebem os ‘calouros’ do berçário também vivenciam um processo de adaptação, pois possuem poucas referências sobre as crianças. Diante disso, a instituição de Educação Infantil, através de sua equipe gestora, é responsável por oferecer condições adequadas de trabalho ao professor para que este disponha de ambiente confortável e bem organizado para a recepção dos bebês. Não há como exigir bom desempenho profissional de um professor que não dispõe de ambiente adequado para exercer suas funções.


O que seria um ambiente adequado? Uma sala bem ventilada, com diversos estímulos visuais, que ofereça conforto físico e bem estar emocional, que seja elaborada com móveis específicos para a primeira infância, etc. Como já foi dito, o professor precisa de um colaborador ou auxiliar para ajudá-lo a garantir um processo de adaptação tranquilo .
Poderá haver momentos em que mais de uma criança estará chorando. Como lidar com as necessidades emocionais de mais de um ao mesmo tempo? Com paciência e tranquilidade. A crise de choro pode ser muito estressante para as outras crianças do grupo e até mesmo para o professor. Este precisa ser paciente para escutar esse choro, que é apropriado à situação – e não tentar calar ou distrair a criança sacudindo um brinquedo à frente dela, fazendo barulhos supostamente reconfortantes ou jogando-a para cima enquanto a segura. A ansiedade deve ser expressa em um contexto de tranquila aceitação, da mesma maneira que tentaríamos consolar um adulto que passa por uma situação de perda e luto (GOLDSCHMIED, 2006, p. 65).

As relações pessoais íntimas entre educando e educador precisam primar pelo desenvolvimento e felicidade das crianças. O vínculo afetivo é muito importante para o bem estar da criança porque através dele esta estabelece suas próprias relações com o mundo que a cerca. Quanto mais carinho, afeição e bem estar a criança sentir, mais confortável e tranquilo será seu processo de adaptação à rotina do novo ambiente.
O horário coletivo de formação, dentro da jornada de trabalho do professor, é um momento ideal para troca de experiências sobre a adaptação. Os professores, mesmo os mais experientes, recebem crianças novas a cada início de ano e precisam conversar sobre como proceder em seu acolhimento inicial. Dicas, conselhos e sugestões de atividades coletivas são sempre bem vindas nesse momento de formação e enriquecem o repertório profissional de todos os profissionais.


Muitas mães se sentem culpadas por terem que deixar seus filhos em instituições educativas para poderem trabalhar. Esse sentimento precisa ser superado porque o ambiente escolar oferecerá diversos estímulos para a criança e esta se desenvolverá muito bem. Os professores e a equipe gestora são responsáveis pela formação dos pais/responsáveis em relação ao cuidado e à educação de seus filhos e em relação a esse momento de primeira grande separação dos pais/responsáveis e das crianças.
O professor não tem um papel terapêutico em relação à criança e sua família, mas o de conhecedor da criança, de consultor, apoiador dos pais, um especialista que não compete com o papel deles. Ele deve possuir habilidades para lidar com as ansiedades da família e partilhar decisões e ações com ela. Se assim ocorrer, a família terá no professor alguém que lhe ajude a pensar sobre seu próprio filho e a se fortalecer como recurso privilegiado do desenvolvimento infantil (OLIVEIRA, 2007, p. 181).


Dessa forma, os professores conquistam a parceria dos pais na educação e no cuidado das crianças pequenas e conseguem garantir uma fase de adaptação tranquila para todos os envolvidos nesse processo: crianças, pais/responsáveis e profissionais de educação.

Os bebês e suas famílias, ao serem bem recebidos e acolhidos pela instituição de Educação Infantil, se adaptam bem à rotina do ambiente escolar. Esse momento de recepção, de acolhimento e de adaptação, tanto de bebês, como dos pais/responsáveis e dos professores, necessita de planejamento e avaliação coletivos por parte dos profissionais de educação da unidade escolar. Lembrem-se sempre de que o período de adaptação varia de criança para criança, é único e precisa ser respeitado.


Rosa Maria de Freitas Rogerio é Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da USP e Professora de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
E-mail: rosarogerio@yahoo.com.br

Fonte: direcionalescola.com.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Assim não dá! Não exibir os desenhos das crianças na escola

Pequenos artistas

Na tentativa de criar um ambiente familiar para a meninada, muitas escolas de Educação Infantil optam por enfeitar as paredes com personagens de desenho animado e cenas de contos de fadas. A iniciativa, por mais bem intencionada que seja, não dá às crianças a chance de interagir com o espaço e pode acabar reforçando estereótipos. A escola que faz uma decoração com imagens desse tipo acaba mostrando aos pequenos que não quer que eles marquem o ambiente em que trabalha com produções próprias.

Além disso, os personagens escolhidos nem sempre são familiares a todos. Muitos desenhos representam mais a visão que o adulto tem dos interesses infantis do que o universo em que a meninada vive.

Em vez de pendurar em murais e varais exclusivamente as produções dos adultos, é mais interessante usá-los como espaço de reversibilidade, capaz de abrigar diferentes produções dos pequenos ao longo do ano, de acordo com o plano de trabalho desenvolvido pelo professor.

Com isso, eles se veem naquele espaço, se identificam com o ambiente e podem perceber e comentar as semelhanças e diferenças entre seus trabalhos e os dos colegas.

Ao participar do local em que passam boa parte do dia, os alunos entendem que a escola se interessa pelo aprendizado e valoriza o esforço de cada um. É uma ótima maneira de dar aos pequenos um ambiente familiar, em que se sintam, de fato, acolhidos e prestigiados.
Ronaldo Nunes (ronaldo.nunes@abril.com.br). Com reportagem de Elisa Meirelles, Pablo Assolini e Rita Trevisan

fonte:http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/educacao-infantil-no-brasil/nao-exibir-desenhos-criancas-escola-educacao-infantil-decoracao-sala-aula-511222.shtml

domingo, 25 de outubro de 2009

Somos Finalistas

.VENHO ATRAVÉS DESSA PARTILHAR QUE SOMOS VENCEDORAS.


HÁ TRÊS ANOS UM GRUPO DE PROFESSORAS, NUMA ESCOLA PÚBLICA, COM POUCOS RECURSOS FÍSICOS, MATERIAS E HUMANOS, DECIDIRAM INVESTIR NUMA ENSINAGEM DE QUALIDADE E MUDARAM A FORMA DE TRABALHAR COM A EDUCAÇÃO INFANTIL NESSA ESCOLA.

A VALORIZAÇÃO DA INFÂNCIA E O RESPEITO AO INTERESSE DAS CRIANÇAS COM SENSIBILIDADE PARA OBSERVÁ-LAS E OUVÍ-LAS, PASSOU A SER O EIXO DO NOSSO TRABALHO... SEMPRE ATENTAS AO FATO QUE A LEITURA DO MUNDO PRECEDE QUALQUER LEITURA DO CÓDIGO ESCRITO E COM ISSO DECOBRIMOS QUE PARA BRINCAR O CAPITAL HUMANO É MUITO MAIS ESSENCIAL QUE O MATERIAL...

DESSA FORMA, GANHAMOS A ATENÇÃO DE UMA EMPRESA INTERNACIONAL DE GRANDE PORTE - O CONGLOMERADO UNILEVER, ATRAVÉS DE SUA MARCA OMO - E RECEBEMOS DA REFERIDA EMPRESA UMA CONVITE DE PARCERIA VIRTUAL...

DENTRO DE SEU TRABALHO COM A RESPONSABILIDADE SOCIAL, A MESMA EMPRESA PROPRÔS UM CONCURSO QUE VALORIZASSE A PRÁTICA DO BRINCAR NA ESCOLA COMO FONTE DE APRENDIZADO... NOS INSCREVEMOS SEM NENHUMA PRETENSÃO, MAS SIM COMO UM RECONHECIMENTO PESSOAL POR NOSSO PRÓPRIO TRABALHO...

DEPOIS DE PASSAR POR VÁRIAS ETAPAS DE CLASSIFICAÇÃO, HÁ ALGUNS DIAS, RECEBEMOS UM CONVITE SOLICITANDO NOSSA PRESENÇA NO EVENTO DE PREMIAÇÃO... OU SEJA, FOMOS , POR ESSA EMPRESA, RECONHECIDAS E TRAREMOS, PARA A NOSSA ESCOLA O PRÊMIO... SEU SELO, ATESTANDO QUE NOSSO TRABALHO É DE QUALIDADE E QUE RECONHECEMOS OS DIREITOS DA CRIANÇA, PRINCIPALMENTE, NA INFANCIA.

VALEU AMIGAS!!!... DEPOIS DE HORAS DE TRABALHO, ALGUNS DELES, NÃO REMUNERADO, SUOR, INVESTIMENTO DE DINHEIRO PRÓPRIO E POUCO OU QUASE NENHUM RECONHECIMENTO, ÀS VEZES, ATÉ DESCRÉDITO, POR NOSSA PEDAGOGIA DE TRABALHAR COM PROJETOS E A HUMANIZAÇÃO DA RELAÇÃO DE ENSINAGEM... CHEGAMOS LÁ!!! AFINAL, JÁ SABÍAMOS QUE MUITAS DE NOSSAS CONCEPÇÕES ESTAVAM CAMINHANDO NA MESMA DIREÇÃO DA NOVA PROPOSTA CURRICULAR.

PAIS, AMIGOS E VISITANTES QUE LEREM ESSA SAUDAÇÃO, FIQUEM, NÃO ORGULHOSOS POR NÓS EDUCADORAS, MAS FELIZES POR SABEREM QUE SE OS GESTORES EDUCACIONAIS SE EMPRENHASSEM NA VALORIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE E NA VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA, COMO UM TODO, O FUTURO DE NOSSAS CRIANÇAS ESTARIA GARANTIDO E COM QUALIDADE...

SABEMOS QUE O IMPORTANTE É O PROCESSO PELO QUAL A CRIANÇA ADQUIRE O CONHECIMENTO E NÃO O PRODUTO FINAL DESSA APRENDIZAGEM.
"YES, WE CAN!!!"

PROFESSORA DÉBORA.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Brincadeiras infantis nas aulas de Matemática


O encanto natural de crianças de todas as idades e realidades sociais pelo brincar nos fez pensar em utilizar as brincadeiras nas aulas de matemática.Observando as crianças, lendo sobre como elas aprendem, buscando formas de tornar mais significativa e prazerosa sua aprendizagem matemática fomos nos convencendo cada vez mais da importância das brincadeiras e percebendo que elas se constituíam na possibilidade das crianças desenvolverem muito mais que noções matemáticas. Enquanto brinca o aluno amplia sua capacidade corporal, sua consciência do outro, a percepção de si mesmo como um ser social, a percepção do espaço que o cerca e de como pode explorá-lo. Daí nasceu a idéia de apresentar no site essa seção que traz sugestões para o uso das brincadeiras nas aulas de matemática com crianças da escola infantil.

Como propor as brincadeiras

Pensamos que a brincadeira para ser útil para as crianças deve conter alguma coisa interessante e desafiadora para elas resolverem.
• A brincadeira escolhida deve permitir que todos os jogadores possam participar ativamente, desencadear processos de pensamento nas crianças possibilitando que elas possam se auto-avaliar quanto a seu desempenho.
• As brincadeiras são apresentadas das mais simples até variações mais complexas e não precisam ser esgotadas as de um mesmo tipo para se iniciar as de outro.
• É importante também que o professor abra espaço para brincadeiras que as próprias crianças (ou ele mesmo) conheçam ou queiram inventar.
• As brincadeiras precisam ser feitas uma ou duas no máximo por mês, em uma aula por semana, durante todo o mês para que os alunos aprendam a brincar e também compreendam os conceitos matemáticos nela envolvidos.

Também é fundamental que o professor preveja sempre algum tipo de conversa ou registro sobre a atividade realizada que pode ser: conversa sobre a brincadeira; desenho sobre a brincadeira ou relatório final sobre a brincadeira.
Conversa sobre a brincadeira

Este é o momento no qual, acabada a brincadeira, o professor senta em círculo com os seus alunos e conversa com eles sobre ela: Como foi brincar? Quem gostou e por que? Quem não gostou? Todos brincaram adequadamente? O que poderia ser melhor? Todos respeitaram as regras? Quais eram as regras? etc.
O professor aproveita para falarem sobre cooperação, vencedor, perdedor, se pode transgredir as regras combinadas, etc. Também é aqui que se propõe um plano de quando voltarão a brincar novamente. Nesse momento é fundamental que todos sejam estimulados a falar e a ouvir quem fala.

Desenho da brincadeira


Este é um recurso adequado para podermos auxiliar a criança a registrar o que fez, o que lhe foi significativo, tomar consciência de suas percepções.
Moreira, afirma que a criança desenha e cria porque brinca. Para ela, a mesma concentração de corpo inteiro exigida no brincar aparece no desenhar. Nesse sentido o corpo inteiro está presente na ação, “concentrado na pontinha do lápis” e, a ponta do lápis funciona como uma ponte de comunicação entre o corpo e o papel.

O desenho dará ao professor a percepção de que aspecto da brincadeira cada aluno desenhista percebeu com mais força sobre a atividade que realizou.
O professor não deve assustar-se se os primeiros desenhos das crianças forem incompreensíveis, pois os seus registros gráficos evoluem conforme elas aumentam sua capacidade de usar o corpo em ações conscientes. Quanto maior consciência do corpo, mais ricas são as representações pictóricas que elas conseguem fazer.
O desenho aqui deverá, finalmente, ser visto como uma forma de comunicação, como parte importante da percepção espacial, como uma possibilidade da criança iniciar uma representação gráfica sobre as ações que realiza.

Os relatórios coletivos

O relatório é um texto a ser organizado para registrar por escrito as percepções dos alunos sobre as brincadeiras. Ele pode ser feito coletivamente ou individualmente se os alunos já escrevem. Caso não saibam escrever, a professora assumirá o papel de escriba, porém, quem cria o texto registrado pelo professor são os alunos.
Primeiramente, o professor faz uma lista das idéias referentes a brincadeira realizada (isso servirá como fio norteador para o professor e os alunos). Depois, convida as crianças para ajudarem na elaboração do texto ou relatório.
Durante a elaboração, professor intervém propondo discussões sobre a escrita e pontuação das palavras. Além disso, o professor deve estar atento para que as informações que aparecem no texto estejam sendo explicitadas de forma clara e coerente com a ordem dos acontecimentos. Ao final, o texto é lido para que as crianças possam retomar o que foi relatado e verificar se todas as informações já foram discutidas e se tudo que desejavam relatar aparece no texto. Finalmente é feita uma matriz do texto (por exemplo stencil) onde cada criança assina e posteriormente é feita uma cópia para cada uma e faz-se uma leitura final do texto em grupo.
O fundamento de todo este processo de registro é que, além de permitir que as crianças percebam que podem falar e escrever sobre o que aprendem e realizam, o trabalho com qualquer uma das sugestões acima auxilia a classe a fazer um exercício de “volta à calma” após a realização da brincadeira que costuma agitá-los muito.
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Vamos Pular amarelinha?


Jogo para crianças a partir de 4 anos.

Material: Amarelinha desenhada no chão
Conteúdo: Números, noção de espaço e medidas.
Competências e habilidades: Reconhecimentos de algarismos, seqüência numérica, contagem e comparação de quantidades. Avaliação de força e distância.

O jogo Quem não conhece a amarelinha? É uma das mais tradicionais brincadeiras de rua deste país. Nela a criança tem de pular - ora com um pé só, ora com os dois - sobre quadrados riscados no chão, evitando pisar na casa onde foi lançada a pedrinha com que se marca a progressão em direção ao "céu", o ponto final da brincadeira.


Durante o jogo, é preciso abaixar sem encostar um dos pés no chão, rodopiar no ar, deslocando-se ora para um lado, ora para o outro, ora para frente, ora usando as mãos, ora os pés. É um exigir constante do controle sobre o corpo e o espaço.
Adotar a amarelinha nas aulas de matemática significa poder desenvolver a inteligência corporal a partir das relações realizadas entre as crianças com seus recursos corporais e elementos do meio.


Além do desenvolvimento do esquema corporal e noção espacial, podemos dizer que a amarelinha também auxilia no desenvolvimento de noções de medidas e números.
Ao lançar a pedrinha no quadrado desejado é preciso avaliar a quantidade de força a ser colocada na mão, avaliar a distância entre o corpo e a casa atingida.
Contagem, seqüência numérica, reconhecimento de algarismos, comparação de quantidades, são alguns conceitos e habilidades que podemos desenvolver a partir desse trabalho.
Você já havia notado quanta matemática podemos explorar numa simples brincadeira?

Desenvolvimento:
• As crianças devem decidir a ordem dos jogadores, ficando a primeira de posse da pedrinha;
• Cada jogador, ao chegar a sua vez, se coloca atrás da linha de tiro, de frente para o diagrama, e atira a pedrinha na casa número 1. Aproxima-se, então do diagrama, pulando a casinha onde está a pedrinha, caindo com os dois pés no 2 e no 3, com um pé só no 4 e repetindo esta seqüência até chegar ao 10. Na volta, sem entrar na casa número 1, nem pisar nela, ela deve pegar a pedrinha com os pés nas casas antecedentes, no caso, 2 e 3. Deve pular a casa 1 e agora arremessar a pedra à casa número 2, repetindo o mesmo processo, e assim sucessivamente até chegar a última casa ou até errar, quando então cede a sua vez ao seguinte.
• Constituem erros jogar a pedrinha fora da casa desejada ou sobre uma linha da figura; apoiar-se com dois pés no interior de uma mesma casinha; trocar o pé de apoio durante o percurso e esquecer de pegar a pedrinha.
• Depois de cada criança ter tido sua vez, o primeiro recomeça da casa onde estava ao errar, e assim por diante, até alguém alcançar o 10.
• Vence quem terminar a amarelinha toda primeiro.


Dicas para iniciar a brincadeira pela primeira vez


Faça uma roda com os alunos e pergunte a eles:
• Quem conhece a amarelinha?
• Quais os tipos de amarelinha que conhecem?
• Deixe que desenhem como elas são.
• Como se joga a amarelinha?
• Como podemos organizar essa brincadeira?
• Como se decide quem joga primeiro?
Após levantar o que os alunos sabem sobre essa brincadeira, a professora pode propor que todos vão conhecer uma amarelinha .
Pode-se iniciar explorando com as crianças somente a maneira de pular, uma vez que não é simples esse pular, elas precisam coordenar muitas ações ao mesmo tempo. Num outro momento então, pode-se ensiná-las como é a brincadeira. Enquanto algumas crianças são convidadas a iniciar, as demais observam sentadas em círculo ao redor do diagrama. Uma criança também pode auxiliar a outra.
Uma nova organização da classe:
Quando os alunos já estiverem familiarizados com a brincadeira, o professor pode desenhar de dois a quatro esquemas da amarelinha para que possam brincar, sendo que em cada grupo seja colocado duas crianças que já tenham maior conhecimento para auxiliar as demais.

Ao final, reúna a turma para fazer um fechamento da atividade: pode ser uma roda onde os alunos falem sobre como foi jogar, o que foi fácil e o que foi difícil, tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez, ou realizar um desenho da brincadeira, ou ainda produzir um texto coletivo sobre as regras aprendidas.
Repita a brincadeira, pelo menos umas quatro vezes, para que todas as crianças tenham oportunidade de aprender a brincadeira e superar suas dificuldades, vencendo-as .

Por: Cristiane Chica Coordenadora do Mathema –

Para saber mais
Brincar: crescer e aprender - Adriana Friedmann,
editora Moderna, 1996
Brincadeiras infantis nas aulas de matemática
Kátia Stocco Smole, Maria Ignez Diniz e Patrícia Cândido,
editora Artmed, 2001

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Direito de Brincar

Uma Homenagem à nossas crianças pelo direito de Brincar!!!

Musica: SER CRIANÇA, Rubinho do Vale - Cd Plantando Cirandas

Dia das Crianças

Dia das crianças
para nós é todo dia... Todos os dias que nos preocupamos em respeitar à Infância!!


Pelo Direito da Criança

Ruth Rocha

Toda criança do mundo deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo,
contra os rigores da vida.
Criança tem que ter nome, Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome, ter segurança e estudar.


Não é questão de querer, nem questão de concordar
Os diretos das crianças todos tem de respeitar.
Tem direito à atenção, direito de não ter medos
Direito a livros e a pão, direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem o direito de sorrir.
Correr na beira do mar, ter lápis de colorir...
Ver uma estrela cadente, filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente, Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador, fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor, brincar de adivinhação.
Morango com chantilly, ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi, bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela, ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela, poder também dizer não!
Carrinho, jogos, bonecas, contar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas e uma corda de pular.

Um passeio de canoa, pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa... Contar estrelas no céu...
Ficar lendo revistinha, um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha, um bom dum cahorro-quente.

Festejar o aniversário, com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos, Dar pulos no colchão.
Livros com muita figura, Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura... Alguém para querer bem...

Festinha de São João, com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão, com quadrilha e bandeirinha.
Andar debaixo da chuva, ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva, sentir o cheiro do mar.

Pisar descalça no barro, comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro, noite de muito luar.
Ter tempo pra fazer nada, Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada... Falar pelos cotovelos. E quando a noite chegar, um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar... De preferência um colinho.
Uma caminha macia, Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita, Então, dormir e sonhar...

Embora eu não seja rei, Decreto, neste país,
Que toda, toda criança... Tem direito a ser feliz!

(Ruth Rocha)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Meu olhar.

CARACTERIZAÇÃO DO 2° BIMESTRE
Professora Débora


A turma do Infantil IV - C do ano de 2009, da Escola Municipal Professora Ivonne dos Santos Dias, é uma turma que, embora numerosa, continua interessante
É um grupo bem heterogêneo, onde cada um se destaca por causa de um aspecto, seja criatividade, destreza de movimentos, capacidade rápida de assimilação ou, simplesmente, jeitinho de criança cativante.
Num todo, o desenvolvimento global da turma foi bem proveitoso nesse bimestre. Procurei abordar vários assuntos com a intenção de aproximá-los um pouco do país em que vivem, mas respeitando seus interesses no tocante ao imaginário fabuloso em que estão inseridos nessa faixa etária. Minha turma adora fadas, princesas e super-heróis.
Quando me refiro ao país, falo de contato com a sua brasilidade. Trouxe para elas informações sobre alimentos típicos do Brasil e, também, o conhecimento da origem de sua família dentro do território. Interessante foi à questão do resgate dos artigos usados pelos avôs e avós... Muito legal!
Abaixo segue o relatório geral que será entregue aos pais. Nele pode-se verificar que a valorização e o respeito foram às principais tônicas do trabalho realizado. Digo geral, pois serão acrescentadas as especificações de cada criança a respeito de seu aproveitamento.
Em relação aos muitos conteúdos que foram trabalhados com sua criança, até agora, destaco que o mais importante foi o aspecto social e afetivo.
Essa turma encontra-se numa idade mágica, em que as relações sociais são mais importantes, interiormente, que as relações de aprendizagem. Logo, a ligação emocional com as pessoas e até objetos é muito forte.
Sua criança passou a ‘ver’ o mundo além do muro da casa e a perceber que existem muitas regras e detalhes que ela desconhece e que a amedronta, porém ela é curiosa e busca estruturas para se aventurar na exploração desse mundo.
Pensando nisso, é comum que elas, nessa faixa etária, entrem num mundo da fantasia. Nesse mundo maravilhoso elas se colocam na situação de todos os seres que são mais significativos para ela. É comum o menino se colocar no papel de todos os super-heróis e as meninas no papel de todas as princesas.
Esse mundo imaginário e tão nítido para as crianças faz com que aprendam a conviver com inúmeras situações, desde as alegres até as mais frustrantes e tristes. Elas pensam e, ao pensar, podem achar que o fato ocorreu e até contar coisas que só aconteceu em sua imaginação. Aqui não falamos em mentira, mas sim de fantasia.
Tenha sempre em mente, que você é o principal personagem na mente de sua criança e que ela aprenderá através da imitação dos teus gestos. Tome como exemplo que se quiser que a criança aprenda a pronunciar corretamente as palavras, você deverá falar corretamente com ela. Se você quiser que ela fale em voz baixa, você não deverá gritar com ela. Se você quer que ela seja educada e respeite as outras pessoas, você deverá respeitá-la e respeitar outras pessoas.
Embora, aqui na escola, se busque desenvolver a autonomia e a independência das crianças, é muito importante não abandonar as regras de boa convivência em grupo e as regras escolares e, também, a rotina e os limites. Isso ocorre, pois a criança não tem a dimensão dos perigos e nem habilidade para resolver os problemas que surgirem, isso precisa ser construído aos poucos. Qualquer criança quer explorar o mundo, mas ela também quer segurança. Ela precisa ter certeza que tem um ‘herói/heroína’ que não deixará que ela se machuque, que estará ali, cuidando dela, mesmo que ela esteja virando de ponta cabeça na barra de ferro ou colocando a comida quente no prato.
Dentro da estrutura da linguagem oral, todos conversam e relatam fatos e ideias, livremente, sem problemas de interação. Entretanto, o Caio precisa ser ‘menos enfatizado’, pois cansa seus colegas com sua necessidade de ser superior e/ou notado. Ele tem uma fantasia muito fértil e é inteligentíssimo, mas nem sempre seus monólogos são apreciados pelos outros.
Na linguagem escrita e na aquisição da capacidade de se comunicar através dela e adquirir conhecimentos de alfabetização, minha turma encontra-se muito bem para a idade. Todos conseguem escrever letras e usá-las para escreverem dentro de suas hipóteses. Destaco que o Caio, a Giovana, a Isabele, a Sophia, a Rafaela e o Vinicius Sirqueira são casos curiosos nessa fase de alfabetização. Eles possuem basicamente duas hipóteses de escrita. Quando estão comigo, com supervisão direta ou indireta, ou até me auxiliando na construção de palavras e na leitura delas, demonstram construir sílabas simples corretamente, fazem até a leitura da palavra. Porém, quando estão sozinhos, escrevem silabicamente com ou sem valor e, às vezes, pré-silabicamente.
Na representação e expressão através do desenho, suas representações estão mais detalhadas e coerentes com as suas intenções. Gostam muito de desenhar e tenho que destacar o Jair e o Vinicius Augusto. O desenho deles é uma história em quadrinhos, pois os personagens criam vida e se movimentam. No caso do Jair a frente da folha nunca é suficiente.
No campo do raciocínio lógico-matemático e no reconhecimento dos números, percebo que a contagem já esteja estruturada e a lógica de raciocínio esteja sendo estimulada e que muitos já contam e procuram estabelecer a relação entre o número e a quantidade. Dei ênfase ao hábito de montar quebra-cabeça como parceiro no desenvolvimento do raciocínio para resolver situações-problemas.
A grande maioria consegue executar movimentos amplos com facilidade. Apenas, a Julia Freitas, o Jair e a Maria Luiza é que precisam ser deixadas mais livres, para poderem se ‘soltar’ e explorar suas possibilidades.
São responsáveis e, dentro da idade, bem organizados. Gostam de ajudar e quando orientados executam atividades de limpeza de suas próprias sujeiras. Embora isso precise se tornar um hábito espontâneo.
Quanto ao desenvolvimento sócio-afetivo, todas são alegres e demonstram estar feliz na escola. Apenas a Maria Eduarda demonstrou certa impertinência e agressão em relação aos pares. Penso que isso esteja relacionado com o fato de ser filha única e bem mimada em casa. Espero resolver esse problema com ações mediadoras e diminuir bem a frequência de conflitos.
Nesse bimestre é apenas isso que tenho a relatar dessa turma.
Bragança Paulista, 09 de Setembro de 2009.

Professora Débora Cristina Ferreira.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

CURRÍCULO E DESENVOLVIMENTO HUMANO

Nossa escola sabe que aprender é uma atividade complexa que exige do ser humano procedimentos diferenciados segundo a natureza do conhecimento, sabe também que arte e ciência devem ser igualmente valorizadas e que toda e qualquer prática cultural (brincadeiras, danças, manifestações coreografadas...) dão suporte à aprendizagem dos conteúdos escolares. É por este motivo que damos tanta importância à atividades como estas:

Experiências diversas com as artes visuais!!

Infantil I e II, professoras Márcia e Cláudia.

Sala diferenciada, professora Rosana.

Construindo coisas!!!!!

Infantil IV "C" Professora Débora

Brincando com poesias...

Bolhas

(Cecilia Meireles)

Infantil III - B - professora Elaine


Olha a bolha d'agua

no galho

Olha o orvalho!

Olha a bolha de vinho na rolha!

Olha a bolha!

Olha a bolha na mão que trabalha!

Olha a bolha de sabão

na ponta da palha!

Brilha, espelha e se espalha,

Olha a bolha!

Olha a bolha que molha a mão do menino:

A bolha da chuva na calha!


Garantia de circulação de gêneros textuais

Para além dos contos de fadas... permitindo que a criança esteja em contato com o mundo letrado.


Construção de conhecimento através do uso real da escrita: Lendo uma revista.
Infantil IV "C", professora Débora

Atividades que facilitam a aquisição da base alfabética!!



Infantil III - professora Claudia

Trabalhando com materiais alternativos!!!







Infantil IV "B", professora Márcia