Trabalhar música na educação infantil é muito importante para ampliar a percepção, desenvolver o raciocínio, a criatividade, a sensibilidade e outros
dons e aptidões; também para promover a autodisciplina e despertar a consciência rítmica e estética, além de ser fonte de estímulos, equilíbrio e felicidade para as crianças. Os instrumentos ajudam a desenvolver a coordenação motora e a memória.
A dança e a música atuam no corpo e despertam emoções, neste sentido
equilibra o metabolismo, interferindo na receptividade sensorial.
A música com maior ou menor intensidade está na vida do ser humano desde muito cedo, despertando emoções e sentimentos... e está também na sala de aula do INFANTIL V da professora Viviane.
APRECIAÇÃO MUSICAL
Um momento de grande alegria e prazer para as crianças é a DISCOTECA, onde elas adquirem um pouco de conhecimento sobre a nossa cultura, com os ritmos brasileiros que são apresentados através de textos informativos e músicas para apreciar, curtir e dançar...
O FAZER MUSICAL
Quem passa em frente a classe do "infantil V " e observa os alunos utilizando de baldes plásticos, latas de tintas, caixas de papelão, latas de massa de tomate, cabos de vassoura, entre outros suportes, acha que tudo aquilo é só barulho, mas eles estão fazendo música , com muita animação, entusiasmo e alegria!!!
No nosso trabalho pedagógico, entendemos a música como um processo contínuo de construção que envolve: perceber, sentir, experimentar, imitar, criar, refletir e principalmente BRINCAR.
Infantil II
Levando em consideração os blocos de conteúdos do RCN (Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil) do eixo música para crianças de 0 à 3 anos, a professora Michelle, do infantil “II” criou uma sequência de atividades envolvendo o “FAZER MUSICAL” e a “APRECIAÇÃO MUSICAL”. As prioridades desta sequência giraram em torno principalmente das seguintes orientações didáticas:
Fazer musical
Atividades lúdicas que desenvolvam a percepção e atenção dos bebês e crianças pequenas;
Brincadeiras com sons diversos;
Brincar, dançar e cantar;
Oferecimento de instrumentos musicais e objetos sonoros.
Apreciação musical
Escuta musical intencional;
Organização de repertório.
CONFIRA A SEQUÊNCIA:
Objetivo :brincar com amúsica, imitar, inventar e reproduzir sons.
Tempo estimado 30 minutos.
Materiais necessários Instrumentos musicais.
Organização da sala Em roda.
Desenvolvimento:
As crianças são convidadas a formarem uma roda;
São distribuídos entre elas os instrumentos da bandinha rítmica;
A professA professora começa a cantar intencionalmente algumas cantigas que convidam à marcação do tempo forte da música e dos momentos de silêncio;
De tempos em tempos os instrumentos são trocados entre as crianças para que todos explorem pelo menos um pouquinho de cada;
Fora da roda as crianças são motivadas a se movimentarem conforme o andamento e a intensidade das melodias ora criadas aleatoriamente, ora cantadas pela professora. O exercício de percepção faz com que a turma fique ligada no ritmo e na dinâmica daquilo que estão ouvindo.
IMPORTANTE:Cuidado em focar apenas as atividades em bandinhas rítmicas ou na confecção de instrumentos de sucata. Esse material geralmente depois de muito usado fica com uma qualidade sonora deficiente e reforça a imitação, deixando pouco espaço para as atividades de criação e percepção.O segredo é repertoriar!!!
Avaliação
Não espere uma coordenação rítmica exata nas atividades. Esse ainda não é o objetivo nessa faixa etária. O mais importante é proporcionar a experiência de fazer e apreciar a música e compartilhá-la com os amigos em momentos de alegria e sensibilidade.
Se o objetivo é tambem ampliar repertórios, que outro ritmo seria mais apropriado quando falamos de Brasil e Rio de Janeiro?
O CHORO
O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical , música popular e instrumental brasileira com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Apesar do nome, o gênero é em geral de ritmo agitado e alegre . O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil.
Aos poucos foi apresentado este ritmo às crianças, trabalhando a apreciação musical, descobrindo os instrumentos que fazem parte desta composição e no final com a apresentação do Choro "TICO-TICO NO FUBÁ" de Waldir Azevedo.
Tico-Tico No Fubá Waldir Azevedo
Tico-Tico Tico-Tico O Tico-Tico tá Tá outra vez aqui O Tico-Tico tá comendo meu fubá O Tico-Tico tem, tem que se alimentar Que vá comer umas minhocas no pomar
Tico-Tico O Tico-Tico tá Tá outra vez aqui O Tico-Tico tá comendo meu fubá O Tico-Tico tem, tem que se alimentar Que vá comer umas minhocas no pomar
Mas por favor, tire esse bicho do seleiro Porque ele acaba comendo o fubá inteiro E nesse tico de cá, em cima do meu fubá Tem tanta coisa que ele pode pinicar Eu ja fiz tudo para ver se conseguia Botei alpiste para ver se ele comia Botei um gato, um espantalho e alçapão Mas ele acha que fubá é que é boa alimentação
O Tico-Tico tá Tá outra vez aqui O Tico-Tico tá comendo meu fubá O Tico-Tico tem, tem que se alimentar Que va comer é mais minhoca e nao fubá
Tico-Tico O Tico-Tico tá Tá outra vez aqui O Tico-Tico tá comendo meu fubá O Tico-Tico tem, tem que se alimentar Que va comer é mais minhoca e nao fubá
Uma das mais belas interpretações de "Tico Tico no Fubá" foi pela ireverente
CARMENMIRANDA
AS CORES, O CANTO E OS MOVIMENTOS DE CARMEN MIRANDA.
Que outro personagem da nossa música une tão bem som, cor e movimento? Foi assim que Carmen Miranda com seus balangandãs, turbantes com frutas tropicais, vestidos brilhantes e coloridos, com sua dança especial e, principalmente com muita música, veio a fazer parte do nosso projeto. Embora a imagem de Carmem Miranda tenha sido usada, até hoje, como uma espécie de símbolo do Brasil, sabemos que há uma boa dose de estereotipia na caracterização da imagem da cantora. Mesmo assim, ela é parte de nosso patrimônio cultural e artístico, ainda que muitos a considerem americanizada. Na verdade os anos em que morou e atuou no cinema americano deixaram sua marca, mas não se pode negar o papel de destaque que possui na história da música brasileira.
Foi a primeira grande estrela que representou o país para o mundo divulgando principalmente a música popular brasileira. Nasceu em Portugal, mas veio morar no Brasil ainda bebê, na cidade do Rio de Janeiro. Havia trabalhado em uma loja de chapéus, cantado na rádio e se apresentado com os músicos do bando da lua.
Carmem Miranda de certa forma traduz em parte a imagem positiva de ser brasileiro. A alegria, a cor, o movimento, a música fazem parte de um brasil que gostamos de reconhecer como nosso. Ao cantar suas canções, conhecer e admirar esta artista, com certeza aprendemos muito sobreela, mas também sobre nós mesmos!
Nosso trabalho está fundamentado no respeito a diversidade cultural das nossas crianças.
Ao elaborarmos as atividades do nosso planejamento, temos a preocupação de oferecer uma aprendizagem de qualidade, que seja significativo, que traganovos conhecimentos, mas tambem que valorize aquilo que já faz parte da realidade do nosso aluno.
Levantamos dados para o projeto brasilidade, através de uma pesquisa enviada aos pais, com a intenção de conhecer os valores culturais da nossa clientela, tradições, crenças, culinária, brincadeiras, histórias, músicas, danças, artesanatos, dentre outros valores que fazem parte da realidade de cada família.
Em respeito a cada uma destas culturas, promovemos diferentes situações onde as crianças possam se identificar e tambem ter contato com outros costumes.
Cultura Gospel
.
Recebemos a visita da Vívian, que canta e toca numa igreja evangélica, mas hoje veio cantar e tocar pra gente... confiram o vídeo.
A ciranda apresentada pelos alunos do INFANTIL V - A é típica das praias, mais precisamente do norte de Pernambuco. É uma manifestação bastante comunitária, não tendo nenhum preconceito quanto ao sexo, cor, idade, condição social ou econômica dos participantes. Os passos das dança variam com a própria dinâmica da manifestação, mas os três mais conhecidos dos cirandeiros são: a onda, o sacudidinho e o machucadinho.
A ciranda começa com uma pequena roda de pessoas, que vai aumentando á medida que outros chegam para dançar. Não possui vestimenta própria, quem participa pode utilizar qualquer roupa, e geralmente pés descalços.
APRESENTAÇÃO...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
DANÇANDO CARIMBÓ
Os alunos do infantil V – A realizaram, dentro do projeto “Um Giro pelos Ritmos do Brasil" mais uma apresentação de dança folclórica. Desta vez foi CARIMBÓ, dança típica do estado do Pará, localizado na região Norte. O Carimbó é considerado um gênero musical de origem negra, porém como diversas outras manifestações culturais brasileiras, recebeu outras influências, uma delas indígena. Seu nome, em tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca o ritmo, o curimbó. Na forma tradicional, é acompanhada por
tambores feitos com troncos de árvores. As mulheres dançam com saias coloridas muito franzidas e amplas, que vai até o pé. Pulseiras, colares de se mentes grandes, e cabelos ornamentados com flores. Oshomens dançam com calças de mescla azul clara e camisas do mesmo tom, com as pontas amarradas na altura do umbigo, além de um lenço vermelho no pescoço. Todos dançam descalços.
Os alunos do infantil V " A" realizaram, a primeira apresentação de danças típicas do Brasil; essa dança faz parte do assunto trabalhado em classe, dentro do projeto Um giro pelos ritmos do Brasil, sobre os ritmos e danças folclóricas. A apresentação foi a CATIRA. A escolha dela, se deu por estarmos no mês de junho, época de festas juninas. A CATIRA OU CATERETÊ é típica do interior do Brasil em área de influência caipira como, – Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Goiás. É de origem híbrida, com influências indígenas, africanas e européias. O ritmo musical é marcado pela batida dos pés e das mãos dos dançarinos. Antes era dançada somente por homens, hoje pode ser homens e mulheres ou somente mulheres. É apresentada com a participação de dois violeiros e dez dançadores organizados em fileira opostas.
Quarta-feira dia 17, recebemos na escola a visita do papai do Vinicius Augusto com seu amigo Tiago . Como a Turma do Infantil IV tem trabalhado o ritmo do Samba, foi feito um convite ao papai do aluno Vinicius Augusto, que é puxador de Samba de uma escola de samba do município, para vir fazer uma apresentação pra gente... Foi só folia!!! Depois de tocarem e cantarem pra gente, liberamos a bandinha pras crianças acompanharem o ritmo...Olha só no que deu...
A turminha do infantil IV-C esta afiadíssima no desenho. Essa galerinha adora fazer suas representações, não importa se é na folha, no chão, na parede... com lápis, canetinha, giz ou pedacinho de terra, o negócio deles é desenhar! Observando, e é claro, propiciando a instalação dessa situação, resolvi atrelar duas expressões artísticas a um terceiro item que é a imaginação fértil dessas crianças na idade da fantasia. Busquei uma canção que somasse um belo, rico e bem construído poema, uma melodia cheia de surpresas de arranjo e harmonia e uma relação de identidade pessoal. A canção escolhida foi CIRANDA DA BAILARINA de Chico Buarque, com uma bela interpretação de Adriana Calcanhoto. Meus fofinhos... ops!... Desculpe... Meus aluninhos (Olha, eles são uns cuti-cuti mesmo) ouviram várias vezes essa canção, até o ponto de cantarolarem junto com a intérprete enquanto brincavam. A música os envolveu! Montei, então, a trama para que transformassem essa canção em desenho e veja o resultado. As representações têm movimento, tem luz, cor, sentimento... são pura arte ou arte pura. Howard Gardner em seu livro ARTE, MENTE E CÉREBRO, (1982, p.117) faz uma bela explicação, sobre essas expressões artísticas da criança, quando escreve: “Sente-se que a criança esta falando diretamente através dos desenhos, cada linha, contorno e forma transmitem tanto sentimentos interiores quanto temas explícitos nos esforços da criança pequena para entender o mundo.” Ele ressalta também que: “... um momento em que, mais do que qualquer outro, a criança efetua traduções fáceis entre sistemas sensoriais; em que cores podem prontamente evocar sons e sons podem prontamente evocar cores; em que movimentos de mão sugerem linhas de poesia, ou linhas de verso estimulam uma dança ou uma canção.” E assim essa atividade se deu: a canção virou desenho e o desenho a dança da bailarina, num momento em que a criança tornou-se ela própria letra e música dessa canção. Um abraço, professora Débora
sexta-feira, 17 de abril de 2009
A Dança Na Educação Infantil
O objetivo é criar um desafio de poder transformar a dança na escola, como forma do educando vivenciar experiências rítmicas, musicais e harmoniosas, melhorando assim, sua formação integral como pessoa. O processo dinâmico da dança expressiva mostra novas posturas no desenvolvimento global da criança. As experiências cinestésicas que servem como estimulações devem ser feitas de maneira lúdica e ousamos sugerir a dança, como um dos mais preciosos instrumentos a serem usados com esta finalidade. Sendo a mesma um movimento cinestésico, pode a inteligência ser muito estimulada através desta habilidade, visto que a dança é tátil, porque se sente o movimento e os benefícios que produz no corpo. Ela é visual, porque os movimentos vistos são transformados em atos. Ela é auditiva, porque se ouve a música e se domina o ritmo. Ela é ainda afetiva, porque a emoção e os sentimentos são demonstrados nas coreografias, ela é cognitiva, porque é preciso raciocinar para adequar o ritmo à coordenação; e finalmente é motor porque estabelece um esquema corporal. Fonte: http://www.centro-filos.org.br/?action=artigos&codigo=56, (adaptado)
A turma do Infantil IV da Profª Debora e suas experências Cinestésicas.